Dieta Low-Carb: O que É, e Qual A Melhor Opção Para Você

Hoje nós vamos ver tanto como a escolha dos princípios e fundamentos certos quanto como a consistência nas ações podem se aplicar a você – e como essas mesmas qualidades podem te ajudar a emagrecer com saúde.

Porém, antes de mergulharmos nos estudos e aprendemos a maneira exata de perder peso e ganhar saúde com uma dieta low-carb, vamos responder uma pergunta que tem sido feita com frequência: Seria a dieta low-carb a mais recente “dieta da moda”?

Dieta Low-Carb: A Dieta Da Moda?

Apesar da Dieta Low-Carb ser utilizada desde o século XIX para ajudar a tratar condições de obesidade, sobrepeso e outras associadas, recentemente ela voltou a tomar os holofotes da mídia.

E é interessante notar como um dos primeiros registros escritos sobre o assunto – a Carta Sobre a Corpulência, de William Banting foi publicada em 1864, mais de cem anos antes das diretrizes de alimentação atuais tomarem forma.

Curioso também perceber como essa modalidade de alimentação ficou relativamente “sem popularidade” (não que ela não fosse seguida – mas sim porque não era foco de atenção) até que o Doutor Robert Atkins escrevesse seu famoso livro, A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins, em 1972.

Todavia, após essa publicação – que foi bastante controversa à época – surgiram muitas outras dietas que atacam o conhecimento “convencional”, como as Dietas Paleo, a Dieta Primal, a Dieta Cetogênica, a Dieta de South Beach (que é incrivelmente parecida com a Dieta Atkins), dentre outras…

E a maior parte delas focava num mesmo ponto:

”Precisamos parar de comer tantos carboidratos refinados.”

Somam-se a isso as evidências observadas por Weston Price, um dentista que viajou o mundo documentando hábitos alimentares de populações inteiras.

E o que ele notou foi algo assustador.

Ele viu que diversas populações, previamente isoladas e sem acesso a alimentos industrializados, não apresentavam graus elevados de incidência de doenças crônicas do mundo ocidental – como diabetes, obesidade, síndrome metabólica, cáries e muito mais.

Porém, após mudarem suas alimentações tradicionais para uma dieta tipicamente ocidental, abundante em carboidratos processados, começaram a sofrer desses mesmos males.

E trago esse ponto porque ele deixa claro que o modo de se alimentar dessas populações era tudo menos “da moda”.

Na verdade, seu caso era exatamente o contrário: elas se alimentavam da mesma maneira há milhares de anos. Seguiam a exata dieta dos seus ancestrais – uma alimentação mais natural e mais saudável.

E, coincidentemente ou não, essa dieta tendia a ser pobre em carboidratos – ou, como chamamos atualmente, uma dieta low-carb.

Mas o que É Uma Dieta Low-Carb?

Não existe um consenso ou uma definição 100% clara sobre o que seria uma dieta low-carb.

Traduzindo literalmente, uma dieta Low-Carb é uma dieta com algum tipo de restrição ou contenção na quantidade de carboidratos ingeridos. Porém, a questão pode ser mais sutil do que parece.

Algumas dietas famosas por terem auxiliado milhares de pessoas a emagrecer e lidar com problemas de insulina são as dietas Atkins, Dieta Paleo Low-Carb, Dieta Cetogênica e Dieta Slow Carb.

E, apesar de suas diferenças, algo que todas essas dietas têm em comum é o fato de restringirem em alguma medida a ingestão de carboidratos.

Porém, quanto e como carboidrato comer, e de quais fontes comer são pontos controversos e distintos entre elas – e que abordaremos em poucos instantes.

Antes disso, vamos tentar responder a mais uma questão: por que alguém faria uma dieta Low-Carb?

Por que Tantas Pessoas Estão Fazendo Dieta Low-Carb?

Basicamente, podemos dizer que as pessoas estão cada vez mais adotando a dieta low-carb porque se adaptam a ela.

E porque para essas pessoas a dieta “funciona”, isto é, as ajuda a atingir seus objetivos.

E os dois principais objetivos que uma dieta low-carb ajuda a atingir (por serem os dois objetivos mais buscados por quem inicia esse estilo de alimentação) são:

#1 – Tratar/curar doenças crônicas como diabetes e gordura no fígado; e

#2 – Emagrecer com saúde.

Além de cumprir esses dois objetivos, a dieta low-carb traz vários benefícios auxiliares, como a melhora da sensibilidade à insulina, e uma maior saciedade (isto é, é uma dieta em que você não passa fome), por exemplo.

Então, neste exato momento, se você é alguém que deseja viver uma vida mais plena e com mais saúde, deve estar interessado em entender por que a dieta low-carb ajuda a prevenir e tratar doenças assassinas como a diabetes e a esteatose hepática (gordura no fígado).

Por isso, sugiro que separe alguns minutos para ler este texto que escrevemos sobre como a alimentação pode ser utilizada para tratar (e até mesmo, em alguns casos, reverter) essas doenças.

Porém, caso o seu interesse seja emagrecer com dieta low-carb, então sugiro que continue lendo.

Porque vamos abordar esse assunto em profundidade agora, e ao terminar a leitura deste texto você será capaz de entender exatamente qual dieta low-carb pode funcionar melhor para você, e como ela vai te ajudar a emagrecer e nunca mais engordar.

Como a Dieta Low-Carb Ajuda a Emagrecer

[Se você já está familiarizado com dietas low-carb, pode pular esta seção e ir direto para as vertentes. Caso não esteja, vai gostar muito de saber por que as Dietas Low-Carb funcionam tão bem para emagrecer.]

Como disse anteriormente, uma grande causa da alimentação low-carb funcionar para proporcionar o emagrecimento é o fato de você ter saciedade na dieta, e não passar fome.

Isso surpreende a maioria das pessoas, porque elas associam dieta a controlar porções e passar fome. E esse equívoco não é culpa delas!

Afinal, sempre ouvimos que é necessário comer poucas calorias e fazer exercícios como um louco para emagrecer.

Mas a verdade é que você não precisa e não deve passar fome na dieta.

Pelo contrário, as dietas low-carb te incentivam a comer sempre até a saciedade.

Depois, quando tiver fome, coma novamente. E, se não tiver fome, não coma.

Simples assim, nada de intervalos restritos (como a bobagem de comer de 3 em 3 horas) e nem fome – apenas escute o que seu corpo diz.

O fato de estar “cheio” vai ser primordial, já que assim você terá muito menos motivos para comer porcarias entre as refeições.

(E isso te ajuda a evitar a ingestão de calorias inúteis que você colocaria para dentro quando sentisse aquela fome fora de hora.)

Além disso, não passar fome é importante também psicologicamente – afinal, por quanto tempo você aguenta ficar numa dieta na qual você está com fome o tempo todo?

Provavelmente não muito. Você pode até emagrecer um pouco, mas de uma maneira que não é sustentável.

Aí volta a comer um pouco a mais e engorda tudo de novo em um curto espaço de tempo (até porque restringir demais as calorias certamente irá diminuir seu metabolismo, ou seja, você entrará no temido efeito sanfona).

Sendo assim, saiba que comer pouco é um dos erros mais comuns em quem inicia low-carb.

Então coma bastante, sempre até estar saciado!

E passe longe da ideia de contar calorias – deixe que a alimentação low-carb cuide disso para você.

Mas a saciedade não é somente provocada porque você pode comer o quanto quiser, mas sim por causa dos alimentos permitidos e dos proibidos nas dietas low-carb.

Isso porque em qualquer low-carb o foco é em comer menos alimentos processados, menos farinha de trigo e menos açúcar refinado.

Isso faz parte do processo de reduzir os carboidratos (que são macronutrientes rapidamente digeridos pelo nosso corpo não te dando saciedade por muito tempo) e que elevam os níveis de glicose no sangue.

Ao mesmo tempo, o consumo de gorduras e proteínas é incentivado, sendo que estes macronutrientes proporcionam grande saciedade, como falamos acima.

A ideia é que você não tenha medo de comida de verdade, ou seja: coma frango com pele, carne com gordura e ovo com gema.

Seu corpo, com o passar do tempo, vai aprender a tirar energia das gorduras dos alimentos, deixando de armazená-la em seu tecido adiposo e passando a queimá-la como energia.

Sendo que, em casos de restrições extremas de carboidratos (menos de 10% das calorias diárias), seu corpo até chega a entrar em um estado chamado de cetose, que proporciona grande queima de gordura e é capaz de melhorar até mesmo quadros clínicos como epilepsia – falamos mais sobre a cetose aqui.

Lembra que falamos que era importante você fazer como o Warren Buffet e escolher uma dieta baseada em princípios e fundamentos certos?

Claramente, uma dieta low-carb atende a esses requisitos.

No entanto, não podemos nos esquecer do outro fator de sucesso de Buffet como investidor: adotar sempre uma grande consistência em suas ações.

Então, a seguir vamos ver as principais vertentes low-carb.

Alguma delas provavelmente vai funcionar melhor para você (tanto em termos de resultados quanto na facilidade de ser seguida no seu dia a dia).

Porém, o importante é que você seja consistente: escolha uma delas, e sinta-se à vontade para permancer com ela caso essa variação funcione para você.

Dito isso, vamos ver agora as principais vertentes da dieta low-carb, para que você possa iniciar o quanto antes essa nova fase da sua vida, com muito mais saúde.

Low-Carb: Estilos e Variações

Após definirmos o conceito de uma alimentação low-carb, ou seja, a baixa ingestão de carboidratos, vamos falar mais sobre as variações mais comuns nesse estilo de vida.

Claro que você não precisa se apegar a nomes para sua alimentação e nem se apegar à palavra “dieta” ao iniciar sua nova vida saudável.

Porém, achamos interessante citar e diferenciar as dietas low-carb mais comuns e utilizadas, até porque muita gente prefere se apegar a regras e diretrizes para ter mais facilidade em seguir uma dieta e assim emagrecer.

No Senhor Tanquinho falamos sobre as seguintes vertentes:

  • Dieta Atkins

  • Dieta Keto ou Cetogênica

  • Dieta Paleo/Primal

  • Dieta Slow Carb

  • Dieta Low-Carb

Em termos gerais, podemos ressaltar algumas diferenças bem relevantes para o dia-a-dia de quem inicia alguma delas.

Por exemplo: A dieta Atkins é a única dividida em fases, a dieta Slow Carb incentiva a prática do Dia do Lixo, a Cetogênica (ou keto) é a mais restrita em carboidratos e a Paleo foc